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Patos 114 anos: Carlos Candeia foi o único a vencer e não sentar na cadeira de prefeito

No mês em que Patos celebra seu aniversário, traremos para os nossos internautas uma série de matérias relacionadas a política, economia, futebol, economia produzidas pelo jornalista Genival júnior.

Na matéria de hoje ele abordou o médico dr° Carlos Candeia, como o único político a vender uma campanha e não sentar na cadeira de prefeito.

Confira: 

Em 17 eleições para prefeito registradas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba-TRE-PB, apenas uma vez o candidato que obteve o maior número de votos não teve o direito de sentar na cadeira do Palácio Clóvis Sátyro. O fato ocorreu nas eleições municipais de 1982, quando o PMDB utilizou o artifício legal da sublegenda e elegeu o médico Rivaldo Medeiros, que venceu o também médico Carlos Candeia-PDS, durante disputa que tinha também o ex-vereador Adão Eulâmpio-PMDB e a professora Climídia Nunes Bezerra, do Partido dos Trabalhadores-PT.

Carlos Candeia obteve 45,39% dos 21.516 votos válidos daquele ano, enquanto que Rivaldo Medeiros conseguiu o apoio de 7.351 eleitores, ou 34,16% do universo de votos válidos, que somados a 4.300 de Adão Eulâmpio chegou a marca de 11.651 sufrágios, o que lhe permitiu superar Carlos Candeia e sair vitorioso no pleito. A professora Climídia Nunes Bezerra complementou o resultado sendo sufragada por 98 pessoas ou 0,46% do total de válidos. 

Naquele ano, Patos elegeu 15 vereadores e tinha um eleitorado composto de 31.381 pessoas, todas maiores de 18 anos, uma vez que o voto aos 16 anos só veio a ser aprovado na nova Constituição Federal de 1988. O eleitorado patoense naquele período, sofria forte influência política, e foi bastante reduzido em função do crescimento dos municípios de Santa Terezinha; São José de Espinharas; Passagem e Salgadinho, emancipados em 1961, além de Quixaba e São José do Bonfim em 1964, que integram as zonas eleitorais de Patos.

Para se ter uma ideia, no censo de 1980 o IBGE aferiu a Patos uma população de 66.708 habitantes, para 31.831 eleitores, o que representa que apenas 47,71% da população existente votava em Patos.

Seis anos depois, em 1988, haviam 31.155 eleitores, ou -676 inscritos, o que significa dizer que enquanto a população subia o eleitorado diminuía. Em 1990, o número de votantes era 35.704 ou 43,91% da população do Censo de 1991, que foi 81.298 habitantes, fato que obrigou o Tribunal Superior Eleitoral-TSE a determinar um recadastramento completo em todos os municípios da 28ª e 65ª zonas, com sede em Patos. Confira os demais números da eleição de 1982:

Genival Júnior - Boas novas